terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sua dor me grita

ao som de a rush of blood to the head


Vejo cores que sorriem

crianças brincando de fingir alegria.

Há uma dor que reclama seu grito:

sexual, banido, negado de vida.


Vejo trabalho incessante de salvar mulheres,

por meio de vozes visionárias ondeando pelas ruas.

Transcendendo uma liberdade escravizada,

destruindo suas maldades nuas.


Lavando-as desse prazer impedido,

vejo uma dança feliz de tão triste.

Será que essa luz também pode curá-las?

É quente o sol com sua beleza velada,

mas será que aquece a alma desiludida?

Não aceito e rejeito essa opressão desvairada,

que insiste em calar uma morte já abatida.


Ainda sim, vejo beleza sensata

mesmo que preferisse vê-la desmedida.

Me dói a imolação amordaçada

dessas meninas, mulheres impedidas.


E mesmo quando os tiranos se escondem

por traz de uma cretina hipocrisia,

vejo a morte em seus olhos que destroem

sonhos saudosos de algo que poderia

ser...


Mas não acontecerá de voltar

o sorriso perigosamente inocente

de uma mulher que renasce

ao sentir aquilo que é seu...

Seu e só Seu!

Nenhum comentário:

Postar um comentário