ao som de a rush of blood to the head
Vejo cores que sorriem
crianças brincando de fingir alegria.
Há uma dor que reclama seu grito:
sexual, banido, negado de vida.
Vejo trabalho incessante de salvar mulheres,
por meio de vozes visionárias ondeando pelas ruas.
Transcendendo uma liberdade escravizada,
destruindo suas maldades nuas.
Lavando-as desse prazer impedido,
vejo uma dança feliz de tão triste.
Será que essa luz também pode curá-las?
É quente o sol com sua beleza velada,
mas será que aquece a alma desiludida?
Não aceito e rejeito essa opressão desvairada,
que insiste em calar uma morte já abatida.
Ainda sim, vejo beleza sensata
mesmo que preferisse vê-la desmedida.
Me dói a imolação amordaçada
dessas meninas, mulheres impedidas.
E mesmo quando os tiranos se escondem
por traz de uma cretina hipocrisia,
vejo a morte em seus olhos que destroem
sonhos saudosos de algo que poderia
ser...
Mas não acontecerá de voltar
o sorriso perigosamente inocente
de uma mulher que renasce
ao sentir aquilo que é seu...
Seu e só Seu!
Nenhum comentário:
Postar um comentário