domingo, 29 de agosto de 2010

Nossa lírica desvairada


Nosso amor, por mais que eu tente, (e como tento)
Não nos torna poesia. É lírica confusa e desmedida.
Meu verso é ávido pela verdade que tu deixas opaca em ti
Enlouqueço ao tentar mais e mais te prender a mim.

Então canto a nossa desilusão, fúria angustiada,
Ela diversifica nosso verso. Verso nosso, você nua em mim.
Verso travado, brilhando tua alma, transcendendo minha ânsia

Te quero puramente pecaminosa

O mundo manda nossos maldosos movimentos das almas
Você viva, nós duas sujas uma do corpo da outra culpando
Uma a outra. Eu vivida demais querendo ter algo pra chamar nosso.

Te quero musicando sua melodia escondida

Nosso amor, descobri agora, não se torna poesia, não
Por nossa causa, mas porque as pessoas não deixam.
Não a deixam. Tu deixas desleixadamente te tomarem de mim.
Ainda sim, te quero toda, inteira menina, mulher minha.

Pena que te quero só para mim.

2 comentários:

  1. Completamente sinestésico.
    "Te quero puramente pecaminosa", excelente texto
    ;D, gosto dessa tua interface com a poesia, o que escreve sem dúvida tem muito de ti. Outro aspecto interessante é perceber como a Clarice fala por ti, ouvi de um escritor amigo meu que todos os escritores tem sempre mil outros falando por trás de si, acredito muito nisso e talvez só viesse a acrescentar que sempre existe um proeminente, que no seu caso me parece claro ser C.L. Um beijão

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  2. ^.^ obrigada, fiquei mto honrada com o seu comentário.

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